28/12/2004
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Ficar em primeiro
O Clube do Remo
caiu de divisão, no final do ano, mas começou a temporada 100% vitorioso no
Parazão, conquista manchada com a precoce eliminação da Copa do Brasil, fato,
aliás, apontado pelos dirigentes como o inicio da derrocada, pois causou
grande prejuízo financeiro ao Clube. O saldo, portanto, foi o pior possível, e
nem mesmo o titulo 100% invicto, muito festejado, serviu para acalentar os
torcedores. A queda para a terceira divisão foi a grande mágoa, ferida que não
cicatrizará enquanto o time não voltar para a série B e, depois, para a
primeira divisão. Ponha tempo nisso!
Lições que ficam
O mais importante, neste momento de reconstrução do Clube do Remo, é tirar
lições do mal que campeou durante a temporada. Sabendo das causas, como a
diretoria já sabe, é preciso tirar proveito do mal que teve os desdobramentos
tão chorados até hoje. A ilusão/sensação de que tudo está bem acaba produzindo
o resultado da temporada 2004. Quando todos pensavam que o Agnaldo,
surpreendendo como o fez, ganhando o titulo sem ao menos empatar um jogo
(foram 14 vitórias em 14 jogos), começando bem o campeonato brasileiro (chegou
a ficar em oitavo lugar), produzindo a certeza de que “cair, jamais”, é uma
questão que não pode ter repetição. São as lições que ficam, que foram
alinhadas pelos dirigentes e que já devem estar extirpadas para evitar a
repetição do caos.
Ficar na primeira
O Paissandu perdeu o titulo regional, e só conquistou duas categorias de base
(sub 13 e sub 15), quando o presidente Arthur Tourinho anunciou em todos os
microfones que as divisões de base teriam um carinho e um investimento
especiais. Um tratamento diferenciado, lembro bem de suas palavras. Nada deu
certo, e o final de temporada ainda produziu a exclusão do time da Copa São
Paulo de futebol junior, cujos motivos, já que não houve explicação oficial do
clube, se relacionam à perda de prazo de inscrição. O que é lamentável e
injustificável. Permanecer na primeira divisão, quando outros clubes de
expressão, como o Grêmio, caíram, acabou sendo a grande conquista bicolor na
temporada, e fato que serve para os torcedores justificarem (ou encobrirem) as
mazelas que tiraram do pavilhão alvi-azul muitos feitos. Não apenas no
futebol (profissional e sub-20), como nos esportes amadores que, com exceção
da Regata, foi outro grande fiasco.
Lições a aprender
Fica para o Paissandu um leque de lições, que o presidente Arthur Tourinho, ao
anunciar ter assimilado, garante que o resultado de 2005 será bem diferente: a
meta prioritária é a reconquista do Parazão, perdida há dois anos para o Remo;
garante que fará bela participação na Copa do Brasil, de onde ficou de fora
ano passado, por causa da Libertadores; enfim, ir mais além no campeonato
brasileiro, livrando seu torcedor do pânico e do susto de iminente queda para
a segundona, buscando colocação mais honrosa, a ponto de disputar vaga em
competição continental.
Alô Nenê
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A 14ª colocação do Paissandu no campeonato
brasileiro, claro, foi ótima, mas só foi conseguida com os resultados da
última rodada, pois até a penúltima rodada a corda estava no pescoço alvi-azul.
*** O Parazão continua fazendo as emoções do torcedor, em sua fase preliminar
que vai classificar quatro times para a fase decisiva. Por enquanto, apenas o
São Raimundo está garantido, e o Abaeté (com 13 pontos, dois a menos que o
time santareno), porque o Pedreira, como nove pontos, caindo feio nas duas
últimas rodadas, corre o risco de ser penalizado pela justiça desportiva: ele
utilizou o zagueiro Ronaldo, sem ter cumprido uma punição do cartão vermelho.
Ele foi expulso quando jogava pelo Independente, fato descoberto pelo Dias
Renato que revelou ao Fernando Oliveira, hoje treinador do Águia. Mas quem
recorreu pedindo punição do Pedreira, foi o Carajás, que briga por uma das
três (ou duas?) vagas restantes à fase final da competição. Espera-se que este
recurso seja logo apreciado pela comissão disciplinar. O Pedreira está
passível de perder o dobro dos pontos auferidos nos jogos em que utilizou o
jogador Ronaldo. É a Lei. Ou seja, se ele atuou em dois jogos, nos quais o
Pedreira venceu, o time terá subtraídos 12 pontos. O dobro do que foi ganho,
seis pontos.
*** Remo tenta renovar contrato com oito jogadores do plantel deste ano -
Sérgio, Ney, Irituia, Augusto, Márcio Belém, Alisson, Wegno e Helinho; tenta
importar pelo menos 10 jogadores; e vai esperar a conclusão para seu time da
Taça São Paulo para, enfim, formar o plantel e entregá-lo ao Tita. Este
treinador, aliás, é a grande aposta dos novos dirigentes, mas tem gente de
peso, no Clube, que não arrisca um vintém nele. Vamos aguardar.
***Tuna enfrenta amanhã o Independente, jogo do lanterna contra o
vice-lanterna, propício para a Lusa faturar os três pontos. Mesmo assim, ainda
dependerá de outros resultados nas três rodadas finais.
*** Estarei de férias no mês de janeiro, portanto, esta coluna só voltará a
circular no Amazônia Jornal no dia 1º de fevereiro. Sexta-feira, estará aqui o
festejado colunista Hamilton Gualberto na super edição de final de ano. Boas
festas para todos.
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