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 Última atualização:
sexta
-feira, 30 de setembro de 2005

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Ao largo

Com as medidas de segurança preventiva adotadas pela Polícia Militar, atendendo ao que determinam as normas da CBF quando o jogo é de portões fechados, frustraram-se aqueles torcedores que estariam nas imediações da Curuzu, amanhã, para acompanhar o jogo do Paissandu contra o Figueirense. Não só estarão de fora, mas longe, pois os bares do Chaco e da Curuzu, e a parte frontal do Estádio, pela Almirante Barroso, estarão evacuadas, interditadas e fortemente protegidas contra ação de vândalos. Medida correta que isola ainda mais o jogo de desesperados pela degola.


Telões

Impedidos de agruparem-se em torno do Estádio da Curuzu, os torcedores terão mil opções para acompanhar o jogo. Se optarem por simular uma arquibancada, terão à disposição telões na sede social e no Ginásio do Clube, não sei se, na hora, ao preço de algum real. Nos bares, em toda a cidade (menos no quarteirão do Estádio), nas esquinas, nos pátios de residências (como na Antonio Barreto, do prezado amigo e fanático bicolor, Paulo Borjão) em todos os lugares, opções não faltarão para torcer e vibrar com o time. Afinal, a Curuzu sempre foi palco de memoráveis jornadas e conquistas do Paissandu.


Equilíbrio

Depois do que aconteceu no jogo de ida, ninguém pode atribuir favoritismo ao time do Remo na decisão de domingo contra o Abaeté. Todos reconhecem no Remo um time superior, pelas importações que fez, pela própria estrutura de treinos, pela grandiosa torcida, enfim, até pela diferença salarial, portanto, mais credenciado a uma classificação. Quem vencer, leva a vaga, mas no item empate a situação é a seguinte: empate sem gols, a vaga é do Abaeté; empate de 1x1, teremos penalidades máximas; outro qualquer empate, a vaga será do Remo. Portanto, basta o Leão marcar um golzinho (e não perder) para evitar a eliminação nos 90 minutos. O Abaeté, creio, vai jogar nas asas do regulamento, tentando conservar o escore em branco.


Casa cheia

Uma coisa é certa: novamente o Mangueirão pegará público superior a 30 mil torcedores. Afinal, é jogo decisivo, mesmo que nenhum centavo vá para os cofres azulinos, a torcida entende que o incentivo e o apoio ao time é mais importante que a receita. E, desta feita, é mesmo, até porque o Remo não teria mesmo direito a nada neste jogo. Vai tudo para os cofres do Abaeté.


Esquema

Ressabiado com a fogueira que pulou no primeiro jogo, o treinador Roberval Davino vai dosar seus impulsos e mexer o mínimo possível na estrutura da equipe do Remo que enfrentará o Abaeté. Repetir o “estrago” que fez no meio de campo, nem pensar. Mudar o esquema para o suicida 3-5-2, sem treinos e sem peças ajustadas, também. O provável e coerente é que Davino escale dois volantes e dois meias atacantes, como Geraldo e Emerson, liberando o Maurílio para fazer dupla com o Capitão. No futebol, Davino, inventar é o mesmo que complicar.


Finados

Situação velórica a do Paissandu em termos financeiros. Como (bem) disse o novíssimo Amazônia Hoje (jornal, com quatro cadernos, sendo um exclusivo de esportes, que vem arrebentando), o mês é de “outubro perdido” para o Clube. A partir de amanhã, dia primeiro, com portões fechados até o jogo contra o Corintians (dia 26) também de portões fechados, o “pobre” do Tourinho não vai ver a cor. Por isso, fala em “empréstimo da CBF, em torno de 500 mil reais. Acho difícil, porque, convenhamos, como o Paissandu conseguiria pagar, em 2006, se está próximo do rebaixamento? O próximo jogo bicolor, no Mangueirão, com a presença da torcida, será exatamente no dia 2 de Novembro, Dia de Finados, contra o Brasiliense.


Alô Nenê

  • É grande o prejuízo do Paissandu neste campeonato: com a folha salarial em torno de 40 mil, além, das inevitáveis despesas com o plantel, a receita tem sido fraca. Pior, ainda, porque vai perder renda de três jogos, nos quais poderia auferir em torno de 500 mil reais.
  • Entre o jogo de amanhã e o do Dia de Finados, ambos de portões fechados, o Paissandu fará quatro jogos fora de casa, respectivamente contra Palmeiras (dia 5), Fortaleza (12), Cruzeiro (22) e Inter (30). E sem receita, o atraso de salários chegará aos quatro meses.
  • Seis anos do Ritmo do Jogo, do João Cunha, não será mais no Ginásio do Sesc e sim no estúdio central da própria emissora. Apesar do contratempo, o Joãozinho não perdeu o ritmo e a festa tem sucesso garantido. A partir do meio dia, sábado.
  • Minimaratona da AP será domingo a partir das 6.30 horas, saindo da sede social até a campestre num percurso de 10 km. O número de inscritos será recorde.
  • Bombando mesmo, hoje, é na decisão do intercolegial de voleibol, na Educação Física, entre os times masculinos do Atual e do Nazaré. Antes, 19 horas, a decisão do feminino entre Nazaré e Moderno. Ontem, houve os jogos de ida, no inédito sistema de decisão adotado pela Federação.
  • Torcida remista encara duas filas: uma para o ingresso do jogo de domingo e outra para o ingresso do jogo da seleção, dia 12.
  • Valdson, zagueiro rodado e com mestrado na malandragem carioca, caiu no conto do “Boa Noite Cinderela”, devidamente rupinado. Perdeu seu cordão de ouro para duas pivas.
  • É o fim. Até terça.
     

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