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e-mail: sergio@noronha.pro.br |
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Com as medidas de segurança preventiva adotadas pela Polícia Militar, atendendo ao que determinam as normas da CBF quando o jogo é de portões fechados, frustraram-se aqueles torcedores que estariam nas imediações da Curuzu, amanhã, para acompanhar o jogo do Paissandu contra o Figueirense. Não só estarão de fora, mas longe, pois os bares do Chaco e da Curuzu, e a parte frontal do Estádio, pela Almirante Barroso, estarão evacuadas, interditadas e fortemente protegidas contra ação de vândalos. Medida correta que isola ainda mais o jogo de desesperados pela degola. Telões Impedidos de agruparem-se em torno do Estádio da Curuzu, os torcedores terão mil opções para acompanhar o jogo. Se optarem por simular uma arquibancada, terão à disposição telões na sede social e no Ginásio do Clube, não sei se, na hora, ao preço de algum real. Nos bares, em toda a cidade (menos no quarteirão do Estádio), nas esquinas, nos pátios de residências (como na Antonio Barreto, do prezado amigo e fanático bicolor, Paulo Borjão) em todos os lugares, opções não faltarão para torcer e vibrar com o time. Afinal, a Curuzu sempre foi palco de memoráveis jornadas e conquistas do Paissandu. Equilíbrio Depois do que aconteceu no jogo de ida, ninguém pode atribuir favoritismo ao time do Remo na decisão de domingo contra o Abaeté. Todos reconhecem no Remo um time superior, pelas importações que fez, pela própria estrutura de treinos, pela grandiosa torcida, enfim, até pela diferença salarial, portanto, mais credenciado a uma classificação. Quem vencer, leva a vaga, mas no item empate a situação é a seguinte: empate sem gols, a vaga é do Abaeté; empate de 1x1, teremos penalidades máximas; outro qualquer empate, a vaga será do Remo. Portanto, basta o Leão marcar um golzinho (e não perder) para evitar a eliminação nos 90 minutos. O Abaeté, creio, vai jogar nas asas do regulamento, tentando conservar o escore em branco. Casa cheia Uma coisa é certa: novamente o Mangueirão pegará público superior a 30 mil torcedores. Afinal, é jogo decisivo, mesmo que nenhum centavo vá para os cofres azulinos, a torcida entende que o incentivo e o apoio ao time é mais importante que a receita. E, desta feita, é mesmo, até porque o Remo não teria mesmo direito a nada neste jogo. Vai tudo para os cofres do Abaeté. Esquema Ressabiado com a fogueira que pulou no primeiro jogo, o treinador Roberval Davino vai dosar seus impulsos e mexer o mínimo possível na estrutura da equipe do Remo que enfrentará o Abaeté. Repetir o “estrago” que fez no meio de campo, nem pensar. Mudar o esquema para o suicida 3-5-2, sem treinos e sem peças ajustadas, também. O provável e coerente é que Davino escale dois volantes e dois meias atacantes, como Geraldo e Emerson, liberando o Maurílio para fazer dupla com o Capitão. No futebol, Davino, inventar é o mesmo que complicar. Finados Situação velórica a do Paissandu em termos financeiros. Como (bem) disse o novíssimo Amazônia Hoje (jornal, com quatro cadernos, sendo um exclusivo de esportes, que vem arrebentando), o mês é de “outubro perdido” para o Clube. A partir de amanhã, dia primeiro, com portões fechados até o jogo contra o Corintians (dia 26) também de portões fechados, o “pobre” do Tourinho não vai ver a cor. Por isso, fala em “empréstimo da CBF, em torno de 500 mil reais. Acho difícil, porque, convenhamos, como o Paissandu conseguiria pagar, em 2006, se está próximo do rebaixamento? O próximo jogo bicolor, no Mangueirão, com a presença da torcida, será exatamente no dia 2 de Novembro, Dia de Finados, contra o Brasiliense. Alô Nenê
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